Axis (18), 2006
Óleo s/ tela
20 x 20 cm
Cosmogonia (20), 2006
Sais de prata s/ papel Fabriano (fotograma)
10,6 x 8,6 cm
A minha actividade concretiza-se em suportes diversos — pintura, fotografia, desenho, gravura. Uso arquétipos, símbolos e metáforas, trabalhando sentidos que se prendem com o muito grande e o muito pequeno, o íntimo e o universal, o acaso e a ordem, o caos e o cosmos, a morfologia e o conhecimento. Na natureza e suas interpretações procuro as letras para o meu alfabeto íntimo. Ultimamente trabalhei sobretudo a relação simbólica com o céu, o olhar as alturas, a infinitude; a interrogação — comum a todas as civilizações tradicionais — da condição humana na relação com a transcendência e com a intuição da ordem cósmica, a que conduzem as iniciações. Trabalho isto através das figuras da árvore, da névoa, do voo, do céu estrelado e sobretudo, da montanha — eixo do mundo, lugar mágico de visões e hierofanias, de união entre céu e terra. A aparentemente sólida mas de facto frágil natureza gelada é um elemento recorrente, metáfora polisémica, que lembra o risco de extinção do nosso habitat.
Raquel Feliciano (1983). Finalista da licenciatura em Pintura pela F.B.A.U.L. é actualmente bolseira Erasmus na Universität der Künst, Berlim. Co-comissariou, co-produziu e integrou a exposição colectiva 3º Andar, Segundo no nº 54 da R. Ivens, Lisboa (2004); participou no Festival Realidades Invisíveis, organizado pela Cooperativa de Comunicação e Cultura de Torres Vedras (2004) com uma peça em parceria com Rui Gato; co-organizou e integrou a mostra Wunderkammer, de trabalhos de alunos da F.B.A.U.L. (Novembro 2004); participou no Projecto Rio, produzido pela Associação Cultural Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo, culminando em exposição no Moinho do Ananil (2005); entre 2004 e 2006 foi membro da direcção da revista Marte e é uma dos responsáveis pela sua produção; com Mónica Gomes realizou a exposição Analogónia na Plataforma Revólver em Lisboa (Novembro-Dezembro 2006).
Email: raquel.felici@gmail.com