Estação Virtual de Amieira do Tejo
O projecto “Estação Virtual de Amieira do Tejo” é constituído por uma equipa de especialistas com grande experiência no domínio dos Estudos Artísticos, equipa esta, que considera fundamental a articulação da investigação com as novas tecnologias da comunicação e informação. Os seus elementos têm realizado trabalhos pioneiros no âmbito de áreas tão significativas como o Pensamento Plástico, História da Arte, Ciberarte, Cibercultura, Hipertexto, Antropologia e Sociologia da Arte e Educação Artística. Alguns destes elementos estão na base da instalação dos primeiros Mestrados, Doutoramentos e Centros de Investigação na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, tendo larga experiência e participação em equipas multidisciplinares.
Propomo-nos organizar, estruturar e sistematizar modularmente intervenções num espaço concreto (Vila de Amieira do Tejo, Concelho de Nisa, Distrito de Portalegre) e numa comunidade (Amieirense) de forma a poder conceber um padrão cuja aplicabilidade se estenderá, com as devidas adequações, a outras vilas do Concelho de Nisa. Esta actuação, em contacto directo com a comunidade, visa determinar e identificar características específicas do património arquitectónico, das tecnologias tradicionais, do legado fotográfico, e dos saberes oralizados de maneira a serem tratados e integrados em plataformas tecnológica (Estação Virtual) de matriz digital, interpretada como poderosa ferramenta de visibilidade.
A originalidade e a pertinência deste projecto reside nas interacções de raiz humanista, que caracterizam os Estudos Artísticos, aliadas à capacidade de conceber novas competências e valências que redimensionem e revitalizem utilidades, funcionalidades, formações, valores simbólicos, ritualizações e fundamentalmente recentrem o papel do homem na reafirmação da diversidade cultural, condição da construção Europeia, e simultaneamente consolide a partilha do imaginário colectivo através das redes informáticas à escala global.
O projecto é constituído por vários sectores de intervenção dos quais destacamos a caracterização científica e artística, através de registos de vária natureza, do património construído (Castelo, Igreja Matriz e Igreja Barroca do Calvário), bem como, o levantamento de outros imóveis considerados de interesse (Casa do Balcão, Casa Horta da Peleja, Casa Gouveia, Capelas e Ermidas) que farão parte e estarão sinalizados nos diferentes roteiros que configuram possíveis percursos culturais que podem também serem explorados e experienciados na “Estação Virtual da Amieira do Tejo” na sua dimensão digital. São identificadas e descritas detalhadamente as tecnologias tradicionais locais, (ferro, olaria, tecelagem, cestaria, outras) sua expressão e impacto no contexto social, enquanto artes e ofícios populares instauradores de uma «personalidade» cultural específica. Formular um conjunto de recomendações potenciadoras de condições pedagógicas dinâmicas e criativas adequadas à região que permitam equacionar aprendizagens ampliadoras de competências e qualificação profissional.
Elaboração de um banco de imagens a partir de registos fotográficos cedidos pelos habitantes da Amieira do Tejo, assim como, de outros documentos, (manuscritos, cartas, contratos, estatutos, outros) e da feitura de imagens fotográficas que auxiliem na caracterização da identidade social e na envolvente física. O testemunho da experiência vivida tem no património oral uma das fontes mais significativas pelo que se realizarão recolhas áudio, fotográficas e em vídeo, que após tratamento sustentarão a implantação de ateliers criativos, com residência artística e sua integração em roteiros educativos, artísticos e culturais. Por último será realizada a Estação Virtual de Amieira do Tejo, uma plataforma de matriz digital definidora da Cibercultura baseada no site do Centro de Investigação em Ciberarte, na revista electrónica Imago Mundi, onde convergem todas as investigações, funcionando como pólo difusor com o intuito de maximizar a divulgação e a visibilidade da região e da comunidade, dotando-a de valências que a podem vivificar, sendo os conteúdos disponibilizados à Câmara Municipal de Nisa e a outras entidades quer públicas ou privadas, nacionais ou internacionais.
Propomo-nos desenvolver uma experiência de «investigação híbrida» que compatibilize o legado patrimonial de uma cultura tão forte como a do Alto Alentejo com equipas multidisciplinares de investigadores que introduzirão aspectos tão determinantes como o recurso às novas tecnologias da comunicação e informação (hipertexto, multimédia, redes) no sentido de envolver e consciencializar a comunidade de forma a imprimir novo dinamismo à relação Universidade e serviços à comunidade, coisificando projectos que contribuam de forma esclarecida para a melhoria efectiva das condições de vida desta comunidade.
Visão global da candidatura (Ref. - PTDC/EAT/65880/2006) 
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Centro de Estudos da Imagética da Ordem dos Hospitalários do Priorado do Crato
O projecto “Centro de Estudos da Imagética da Ordem do Hospitalários do Priorado do Crato”, é constituído por uma equipa multidisciplinar de especialistas que no âmbito dos Estudos Artísticos pretendem articular um conjunto de representações formalizadas através do pensamento plástico configurado na pintura, na escultura, na iluminura, na ilustração, na gravura, na fotografia, na arquitectura e nas fortificações militares, que se encontram dispersos e fragmentados. A Ordem dos Hospitalários ou de S. João de Jerusalém é uma adaptação beneditina a tempos de guerra, cuja transfiguração em Ordem de Cavalaria Espiritual teve de compatibilizar a arte da guerra e a mensagem de amor de Cristo, para tal utilizou veículos iconográficos, capazes de instaurar e revelar o imaginário através de simbólica específica.
A equipa de investigadores através dos levantamentos a nível nacional com interacções internacionais pretende fazer o “mapeamento imagético” da Ordem dos Hospitalários com especial enfoque no Priorado do Crato de forma a constituir um fundo documental estruturado com o formato de base de dados integrável na plataforma informática ligada ao Centro de Investigação em Ciberarte da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, que permite a divulgação, visibilidade e contribui para a fundamentação artística e cientifica que estará na origem da criação do Centro de Estudos da Imagética da Ordem dos Hospitalários do Priorado do Crato.
A originalidade e significado deste projecto está associado ao posicionamento investigativo desta equipa, que não prescinde das novas tecnologias da informação e comunicação e da aplicabilidade desta investigação na construção e significação de projectos que se traduzam em intervenções que envolvam investigadores e comunidade. É proposta uma nova interpretação artística e científica, para além dos habituais enquadradores descritivos da história, que abarca a imagética dos Hospitalários como campo de produção de representações, com destaque para as imagens visivas (pensamento plástico) como conjuntos coerentes que podem ser organizados como hipertextos, integrando discursos que podem ir do áudio, scripto, vídeo e informo.
O projecto visa realizar levantamento imagético, (conjunto alargado de representações) passando por espólio bibliográfico disperso pelos arquivos públicos e privados nacionais, recolha de imagens provenientes de pinturas, esculturas, iluminuras, ilustrações, gravuras, fotografias, plantas e alçados de edifícios, elementos gráficos existentes no património arquitectónico a nível nacional. Ordenação cronológica e temática dos documentos, bem como a sua digitalização e organização com o formato de base de dados. Elaboração de um projecto de estatutos, orientação e directrizes para a estrutura organizacional do Centro de Estudos da Imagética da Ordem dos Hospitalários do Priorado do Crato, sustentado por estudo de viabilidade e recomendações apoiadas num conjunto de intervenções públicas de promoção com vista a sensibilizar poder local e potenciais patrocinadores tanto no contexto nacional como internacional.
O reconhecimento do significado e importância do carácter plurinacional e supranacional da Ordem dos Hospitalários faz com que consigam manter a independência da Coroa pela forma como se implantam no condado Portucalense e o protagonismo adquirido ao serviço da Coroa e grande envolvimento no povoamento e fortificação das terras doadas de Guidintesta, que faziam parte da linha defensiva do Tejo e simultaneamente funcionavam como corredores ou ponta avançada da reconquista peninsular, consolidando a presença desta Ordem de tal forma que é formado o Priorado de Ucrate (Crato) ao qual pertenciam as vilas de Amieira do Tejo, Gáfete, Tolosa, Gavião, Belver, Envendos, Carvoeiro, Proença-a-Nova, Sertã, Pedrógão Pequeno, Oleiros e Álvaro. O castelo de Amiera do Tejo, de Belver, do Crato e o Mosteiro de Flor da Rosa sendo testemunhos incontornáveis da presença e poder dos Priores que marcam definitivamente a organização territorial e administrativa desta região do Alto Alentejo.
O conceito de Ordem Religiosa Militar e a origem da própria Ordem dos Hospitalários em Jerusalém no contexto das Cruzadas adquire enorme complexidade em termos imagéticos pela profusão das suas manifestações, contaminando desde as funções de assistência, o serviço e técnicas da arte da guerra, passando pela jurisdição eclesiástica, das armas. Ao circunscrevermos o papel da Ordem em Portugal e especificamente no Priorado do Crato, fazemo-lo porque consideramos altamente benéfico a instalação de um Centro de Estudos com esta especificidade na vila de Amieira do Tejo como motor de desenvolvimento alicerçado e sustentado em projectos culturais que congreguem arte, ciência e novas tecnologias.
Visão global da candidatura (Ref. - PTDC/EAT/70144/2006)
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